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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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VIVER EM ZONAS RUIDOSAS PODE AUMENTAR RISCO DE MORTE, DIZ ESTUDO

Mäyjo, 10.06.17

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A exposição ao ruído do tráfego automóvel aumenta o risco de morrer por doença cardiovascular, assim como o risco de ser hospitalizado por um acidente vascular cerebral (AVC), de acordo com um estudo publicado na revista European Heart Journal e citado pela  Veja e pelo agregador O Meu Bem Estar.

 

O estudo, que analisou cerca de 8 milhões de pessoas que viviam em Londres entre 2003 e 2010, procurou estabelecer uma relação entre um trânsito muito barulhento e uma taxa elevada de AVC.

Segundo os investigadores britânicos, as pessoas que vivem numa zona onde o ruído gerado pelo tráfego automóvel ultrapassa os 60 decibéis durante o dia apresentam um risco 4% maior de morte em comparação com aquelas que vivem em áreas mais calmas. O ruído agrava a hipertensão, os problemas do sono e o stress, que são factores de risco conhecidos doenças cardiovasculares, acrescenta o estudo.

Os adultos que moram perto de zonas particularmente barulhentas durante o dia também tiveram um risco 5% maior de serem hospitalizadas devido a um AVC, percentagem que chega aos 9% no caso dos idosos. Nas áreas barulhentas durante a madrugada, contudo, apenas as pessoas mais velhas apresentaram um risco maior – 5% – de sofrer um AVC.

Segundo Jaan Halonen, da London School of Hygiene & Tropical Medicine, que coordenou o estudo, esta é a primeira investigação a estabelecer uma relação entre o ruído e os acidentes vasculares cerebrais no Reino Unido. Em Londres, mais de 1,6 milhões de pessoas vivem nas áreas onde o ruído ultrapassa os 55 decibéis durante o dia.

“Este estudo não prova que o ruído está na origem das doenças cardiovasculares, mas é coerente com outras pesquisas que mostram o seu impacto no aumento da hipertensão e pode, assim, contribuir para seu desenvolvimento”, explicou Tim Chico, professor de cardiologia da universidade de Sheffield. Chico ressalta que o risco associado ao ruído é “bem menor” do que o relacionado com o tabagismo, a obesidade ou o sedentarismo.

Foto: Navaneeth KN / Creative Commons